@PHDTHESIS{ 2019:1097001751, title = {AGN at low and high redshifts: physical properties and co-evolution of galaxies and black holes}, year = {2019}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/81", abstract = "Núcleos ativos de galáxia (AGN) são os objetos astronomicos mais luminosos do no céu. Diferentes das galáxias normais, AGN são caracterizados por um núcleo extremamente brilhante o qual não pode ser associado com estrelas. Neste trabalho é estudado AGN em baixo e alto redshift. AGN em baixo são usadas com o objetivo de estudar em detalhes as propriedades físicas da região emissora de linhas largas (BLR), em particular a emissão de FeII. Em alto redshift é apresentado a descoberta de uma nova e mais distante rádio galaxia conhecida, alem disso, quasares em alto redshift são usados com o intuito de estudar seus buracos negros super massivos (SMBH) e como eles crescem. A tese começa com o estudo de galáxias Seyfert e quasares em baixo redshift a fim de analisar a BLR. O foco primário deste capítulo é usar espectros no infravermelho próximo (NIR) para estudar a emissão de FeII e seu papel na BLR. Para analisar e emissão de FeII em AGN é apresentado uma amostra de 25 AGN observado no NIR com SpeX no Infrared Telescope Facility (IRTF). A emissão de FeII nestes AGN foi modelada usando o único template de FeII disponível no NIR. Este template foi testado na amostra. Os resultados obtidos mostram que o template de FeII no NIR modela bem a emissão em AGN, independentemente de sua luminosidade ou intensidade de FeII. Foi detectado um excesso de FeII em 9200Ang em todos os espectros da amostra, como predito pelos modelos teóricos de FeII. Este resultado confirma fluorescência de Ly-alpha como um mecanismo de excitação na produção da emissão de FeII. A emissão de FeII no NIR foi caracterizado através do excesso em 9200Ang e das linhas de 1 micron e foi encontrada uma forte correlação entre estas quantidades e a emissão óptica de FeII, o que mostra que fluorescência de Ly-alpha tem um papel importante na produção de FeII. Foi estimado um limite inferior para a contribuição deste mecanismo de 18% na produção de FeII óptico. A analise dos pefis das linhas de FeII10502, OI11287, CaII8664 e Pa-Beta mostram que as três primeiras possuem larguras similares. Em contra partida, FeII é sistemáticamente mais estreita, por um fator 0.7, do que Pa-Beta. Assumindo que as nuvens emissoras são virializadas, este resultado implica que o FeII é formado em uma região duas vezes mais distante que Pa-Beta, que pode variar entre 8.5 e 198.2 anos-luz. Este resultado é importante para colocar vínculos em modelos de fotoionização futuros que estudarão a emissão de FeII. O segundo resultado apresentado nesta tese é a descoberta de uma nova rádio galáxia, TGSSJ1530+1049, em z=5.72, a qual é a rádio galáxia mais distante já descoberta desde TNJ0924-2201 em z=5.19 em 1999. Esta galáxia foi descoberta através de observações específicas de galáxias com espectro ultra inclinados selecionadas em 150MHz. A análise deste índice espectral entre 150MHz e 1.4GHz mostrou um alpha{150MHz}{1.4GHz}=-1.4, e imageamento mostrou uma estrutura compacta e não resolvida espacialmente. A espectroscopia foi realizada com o telescópio GEMINI usando o GEMINI Multi-Object Spectrograph (GMOS) e revelou a presença de uma única linha de emissão observada em lambda=8170ang. O perfil assimétrico da linha, a ausência de outras linhas na região do óptico, e alta largura equivalente levou a conclusão de que esta linha é Ly-alpha, em z=5.72. Foi medido uma luminosidade de 5.7x10^{42}erg/s, uma FWHM de 370km/s, uma extensão espacial de 3.5Kpc, e uma luminosidade em rádio de L_{150 Mhz}=29.1W/Hz. Apesar da luminosidade da linha e FWHM serem comparáveis à aquelas de galáxias emissoras de Ly-alpha rádio silenciosas, o tamanho e a luminosidade em rádio são comuns em outras rádio galáxias em z>4. Imagemento no NIR em J e K com o Large Binocular Telescope (LBT) usando LBT Utility with CAM and Integral FIELD (LUCI) não detectou a galáxia hospedeira a um limite de 3-sigma de J>24.4 e K>22.4 mag. Estes limites são consistentes com aqueles esperados para uma rádio galáxia em z>5, e em acordo com a relação K-z para rádio galáxias. Foi estimado um limite para a massa estelar usando modelos de população estelar e encontrou-se M_{stars}<10^{10.5}Msol, o que sugere que a rádio galáxia está em uma fase ainda jovem de sua evolução. O terceiro resultado principal desta tese é relacionado a quasares em alto redshift e seus SMBH. Foi usado uma amostra de 35 quasares radio-altos em alto redshift (2.2