@MASTERSTHESIS{ 2025:650137509, title = {“Caracterização Instrumental e do Céu no Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI)”}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/210", abstract = "A caracterização instrumental e das condições do céu noturno de um observatório astronômico são essenciais para o planejamento eficiente das observações, a escolha apropriada de novos instrumentos e a aplicação de correções nas medidas fotométricas, permitindo assim, a obtenção de parâmetros físicos mais precisos dos objetos observados. Neste trabalho, apresenta-se uma descrição detalhada da instrumentação atualmente disponível no Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), com comentários sobre aquisições recentes, equipamentos previstos, limitações operacionais identificadas e propostas de mitigação. Por outro lado, realizou-se a caracterização do céu, determinando-se a distribuição do seeing para exposições de 30 e 40 segundos, com moda de $1.35''$ para ambos os casos. As médias foram $1.48''$ (30 s) e $1.36''$ (40 s), com desvios padrão de $0.55''$ e $0.47''$, respectivamente. A análise anual não revelou correlação aparente entre o seeing e a sazonalidade, indicando a ocorrência de noites fotométricas ao longo de quase todo o ano. Não foram entontradas correlações entre o seeing e parâmetros meteorológicos como a umidade, pressão atmosférica e temperatura. Ainda assim, não se descarta a possibilidade de correlação em análises multivariadas que considerem combinações dos parâmetros meteorológicos. Outro parâmetro estudado foi o coeficiente de extinção atmosférica no filtro R, a partir de dados de 2011 a 2018. A distribuição deste parâmetro mostrou uma moda em $0.318$, mediana de $0.236$ e média de $0.261$. Tais valores são compatíveis com as características locais do OASI, como sua baixa altitude, proximidade com um rio e a presença de poeira, o que implica em maior dispersão por aerossóis. Por fim, realizou-se uma análise da poluição luminosa com base em imagens da câmera All-Sky. Observou-se um aumento progressivo da poluição luminosa até o ano de 2018, uma redução durante o período da pandemia de COVID-19 e um crescimento acentuado a partir de 2021, associado a obras de infraestrutura urbana e substituição de lâmpadas de sódio por LEDs na região. Foram identificados os principais focos emissores em cidades vizinhas, com destaque para um novo foco localizado no Coité, a apenas 5,5 km do OASI. A poluição luminosa impõe restrições observacionais relevantes, especialmente para objetos em baixas altitudes ($<20^\circ$), como os asteroides do tipo Atira e os Sungrazers, afetando principalmente a região oeste. Em contraste, o céu na direção leste permanece com uma baixa poluição luminosa, favorecendo as observações desses objetos no nascer do Sol.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Astronomia}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }