@MASTERSTHESIS{ 2025:1406817156, title = {“ABUNDÂNCIAS QUÍMICAS DE ESTRELAS ANÃS M COM PLANETAS OBSERVADAS PELO APOGEE”}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/204", abstract = "As estrelas anãs M são as mais numerosas na Galáxia e se destacam por serem particularmente sensíveis à detecção de planetas do tipo terrestre. A análise das abundâncias químicas dessas estrelas é essencial para estudar tanto a evolução química da Via Láctea quanto as possíveis correlações entre a composição estelar e a formação de sistemas planetários. Este trabalho investigou as abundâncias químicas de 49 estrelas anãs M com temperaturas efetivas entre 3260 e 3989 K, gravidades superficiais entre 4,62 e 5,05 e metalicidades ([Fe/H]) variando de -0,92 a +0,25. Trinta e nove estrelas da amostra hospedam exoplanetas. As outras 10 estrelas sem planetas detectados fazem parte de sistemas binários com estrelas FGK e foram utilizadas para teste de consistência da nossa metodologia. Utilizando espectros de alta resolução (R~22.500) no infravermelho próximo (1,50 - 1,70 μm) do levantamento APOGEE, foram determinadas as abundâncias de treze elementos químicos (C, O, Na, Mg, Al, Si, Ca, K, Ti, V, Mn, Cr e Fe) por meio da síntese espectral, empregando modelos atmosféricos MARCS 1D ETL, a lista de linhas do APOGEE DR17 e o código de transferência radiativa Turbospectrum. A metodologia foi validada comparando as abundâncias das 10 anãs M binárias com as de suas companheiras FGK, apresentando concordância média dentro de 0,10 dex para a maioria dos elementos, exceto para o alumínio, cuja maior discrepância está associada à estrela com temperatura efetiva mais baixa da amostra. Os resultados indicam que as abundâncias determinadas neste estudo são sistematicamente maiores que as derivadas automaticamente pelo pipeline ASPCAP do APOGEE, corroborando com outros estudos de que o pipeline apresenta erros sistemáticos nas abundâncias químicas derivadas para estrelas anãs M. Verificamos também que as anãs M analisadas seguem padrões químicos semelhantes às estrelas FGK do campo galáctico, embora diferenças nas abundâncias de alumínio e titânio em comparação com gigantes vermelhas mereçam investigações futuras. Testes estatísticos mostram que as anãs M sem planetas detectados apresentam distribuições de abundância similares com as que hospedam planetas, indicando que planetas ainda não detectados podem estar presentes nesses sistemas. Além disso, não foi identificada uma correlação clara entre a maioria das abundâncias e o raio planetário dos exoplanetas hospedados, com exceção de alguns elementos do pico do ferro que sugerem correlações fracas a moderadas. As razões elementares C/O e Mg/Si, relacionadas à mineralogia planetária, indicam que a maioria dos planetas orbitando as anãs M da nossa amostra provavelmente possuem composições internas semelhantes às da Terra.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Astronomia}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }