@MASTERSTHESIS{ 2025:1301037995, title = {“ESTUDO DE AGLOMERADOS ABERTOS NA PONTE MAGALHÃES”}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/203", abstract = "Os aglomerados estelares constituem ferramentas fundamentais para o estudo da formação e evolução das galáxias. Em particular, aqueles localizados em estruturas de maré das Nuvens de Magalhães, como a Ponte de Magalhães uma estrutura de gás e estrelas que conecta a Grande Nuvem de Magalhães (LMC) e a Pequena Nuvem de Magalhães (SMC), oferecem pistas valiosas sobre a história, dinâmica e evolução química dessas regiões. Esta dissertação tem como objetivo analisar as propriedades astrofísicas e estruturais dos aglomerados NGC 456, NGC 460 e NGC 465, localizados no extremo leste da Ponte de Magalhães, a partir de dados fotométricos do catálogo VISCACHA, complementados com informações da missão espacial GAIA. Para isso, aplicaram-se técnicas de descontaminação fotométrica, comparando-se a região do aglomerado com áreas de campo ao redor, o que permitiu identificar uma amostra confiável de membros prováveis. Com essa amostra, foram realizados ajustes de isócronas nos diagramas cor-magnitude (CMDs), a fim de derivar parâmetros físicos como idade, distância, extinção e metalicidade. Além disso, estimaram-se parâmetros estruturais por meio do ajuste de perfis de King sobre perfis radiais de densidade estelar. Nossos resultados indicam que os aglomerados analisados possuem idades entre 4 e 6 milhões de anos, apresentam metalicidades relativamente altas ([Fe/H] ~ -0.4 dex) em comparação com os valores típicos da SMC ([Fe/H] ~ -0.9 dex), e situam-se a distâncias heliocêntricas em torno de 58 kpc. A presença de poeira e gás e a ausência de estrelas evoluídas nos CMDs reforça o caráter jovem desses sistemas. Em conjunto, suas propriedades espaciais e físicas sugerem uma origem comum, possivelmente a partir de uma mesma nuvem molecular gigante nas proximidades de NGC 465. Este aglomerado possivelmente ocupou uma posição privilegiada na nuvem, tendo se formado primeiro com a mais abundante população estelar. Isso o permitiu formar uma estrutura centralmente condensada longeva, diferentemente de NGC 456 e NGC 460, que podem não sobreviver ao processo de expulsão de gás e se dissolver nos próximos milhões de anos. No contexto da Ponte de Magalhães, este estudo mostra que ela é uma região ativa de formação estelar, a partir de material possivelmente arrancado do corpo central da Pequena Nuvem de Magalhães em sua última interação com a Grande Nuvem.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Astronomia}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }