@PHDTHESIS{ 2025:526381822, title = {“Magnetita em rochas carbonáticas: implicações para a recuperação de hidrocarbonetos e caracterização petrofísica por RMN”}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/202", abstract = "A presença de magnetita (Fe3O4) em sistemas petrolíferos representa um fator importante no entendimento de imprecisões relacionados a formações carbonáticas, que influenciam tanto a exploração, quanto a análise petrofísica desses reservatórios. Nesta tese de doutorado, investigamos os efeitos da magnetita sintetizada, usando o método de co-precipitação, em diversas granulometrias e concentrações, explorando sua relação com o espaço poroso em diferentes porosidades e o fluido presente no reservatório. Os resultados consistem em dois artigos principais. O primeiro artigo, investiga como as variações de pH induzidas por ácido afetam as propriedades de superfície e as atividades catalíticas e de lixiviação de magnetitas nanométricas e micrométricas em detrimento da presença de naftaleno. Estas mudanças são cruciais para os processos de decomposição química em reservatórios carbonáticos. Ao analisar o desempenho catalítico em diferentes condições de pH, o projeto fornece insights valiosos sobre os potenciais impactos ambientais e aplicações práticas do fraturamento ácido, especialmente relevantes para a Recuperação Avançada do Petróleo (EOR). Notou-se, que em condições ácidas, os íons Fe2+ lixiviados da magnetita oxidam o naftaleno, revelando seu papel crucial na decomposição química de substratos orgânicos no petróleo extraído de rochas com magnetita. Descobriu-se, que a estrutura química e cristalográfica da magnetita influencia significativamente a decomposição do naftaleno, usado como modelo de Hidrocarboneto Aromático Policíclico (PAH). Além disso, a morfologia dos grãos de magnetita, seja micro ou nano granulométrico, desempenha um papel importante como catalisador heterogêneo, juntamente com a acidez do meio aquoso. Catalisadores homogêneos demonstraram maior eficiência na decomposição do naftaleno, seguidos por amostras de magnetita nanométrica e micrométrica, que atuam como catalisadores heterogêneos. O segundo artigo, utiliza de métodos laboratoriais para investigar as interferências, que as magnetitas podem causar no espectro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) e por consequencia nas estimativas de petrofísica baseadas em RMN. Foram preparados doze carbonatos sintéticos com diferentes concentrações de magnetitas e diferentes porosidades, sendo realizadas caracterizações mineralógicas e magnéticas. Além disso, o estudo incluiu análises por porosimetria a gás e a estimativa de permeabilidade por meio de permeâmetro. Observou-se, que os deslocamentos no espectro de T2 estão fortemente correlacionados com o aumento da susceptibilidade magnética. O gradiente de relaxação difusional contribuiu para a sobreposição da susceptibilidade magnética dos carbonatos em relação à quantidade de porosidade em amostras com concentrações mais elevadas de magnetita, quanto nos carbonatos com menores quantidades de magnetita quem modulou a curva de T2 foi a relaxatividade superficial. Estes resultados encontram forte correlação entre a taxa de relaxação difusional e a concentração de magnetita. Enfatiza-se, que para utilizar as taxas de relaxação por RMN na estimativa de porosidade e permeabilidade em rochas carbonáticas, é preciso levar em consideração os efeitos causados pela magnetita. Em suma, esses estudos representam uma contribuição significativa para o avanço do conhecimento na caracterização de minerais magnéticos em formações carbonáticas de sistemas petrolíferos, explorando sua interação com o espaço permoporoso, seu preenchimento e aprimorando a compreensão do potencial permoporoso. Oferecendo assim, conhecimentos para futuras pesquisas em reações químicas na caracterização magnética de carbonatos, recuperação avançada de petróleo e na estimativa de porosidade e permeabilidade com base em espectros de T2.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }