@MASTERSTHESIS{ 2025:1550270273, title = {“ANÁLISE CICLOESTRATIGRÁFICA DOS DEPÓSITOS SEDIMENTARES DA BACIA POTIGUAR DURANTE O INTERVALO CENOMANIANO-TURONIANO”}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/200", abstract = "Bacias sedimentares exploratórias requerem um refinamento cronoestratigráfico contínuo. No entanto, em ambientes continentais, seu estudo permanece desafiador devido aos processos erosivos complexos e dinâmicos dos sistemas fluviais e flúvio-estuarinos, que frequentemente mascaram os registros deposicionais. Consequentemente, investigar a influência dos ciclos orbitais - uma abordagem que pode auxiliar no refinamento dos arcabouços cronoestratigráficos - nesses registros também é um desafio. Como resultado, estudos sobre esse tema são relativamente incomuns na literatura, apesar do crescente interesse recente da comunidade científica. Nesse contexto, os depósitos flúvio-estuarinos da Formação Açu, na Bacia Potiguar - uma importante bacia exploratória localizada na margem equatorial brasileira - representam um registro sedimentar incomum no qual os ciclos T-R podem ser rastreados lateralmente por dezenas de quilômetros. Isso os torna um objeto de estudo interessante para análises cicloestratigráficas em depósitos não usuais. Assim, este estudo tem como objetivo investigar a influência do forçamento orbital na Formação Açu, correlacionar ciclos influenciados por variações orbitais nos poços e estabelecer o intervalo de tempo preservado por meio do desenvolvimento de uma Escala de Tempo Astronômica (ATS). Foram realizadas análises cicloestratigráficas utilizando técnicas de séries temporais em dados de perfilagem gama de três poços, com foco em duas sequências de terceira ordem depositadas do limite Cenomaniano-Turoniano (aproximadamente 101 a 93 milhões de anos). Métodos estatísticos, como o coeficiente de correlação (COCO) e a hipótese nula (H0), foram aplicados para determinar a taxa de acumulação sedimentar (SAR) ideal e testar o registro de ciclos astronômicos. A Análise Integrada do Filtro de Erro de Previsão (INPEFA) foi utilizada para identificar tendências no registro sedimentar, aprimorando a correlação entre ciclos correspondentes. Os resultados cicloestratigráficos evidenciam o registro de forçagem orbital sobre os depósitos sedimentares, compatível com as taxas espectrais preditas por solução astronômica para o intervalo entre o Cenomaniano-Turoniano. As taxas de acumulação sedimentar inferidas variam entre aproximadamente 3 e 8 cm/ka, consistentes com ambientes deposicionais semelhantes. A identificação de bandas espectrais compatíveis com o ciclo de excentricidade longa (405 ka) permitiu a construção de uma ATS flutuante para o intervalo Cenomaniano-Turoniano na bacia e a estimativa do tempo registrado. Como a boa preservação de sinais orbitais em ambientes flúvio-estuarinos é incomum - limitando o número de estudos cicloestratigráficos - esta pesquisa fornece insights importantes sobre o comportamento dos sinais orbitais e o preenchimento da bacia nesse tipo de paleoambiente. Além disso, como esse intervalo inclui depósitos portadores de hidrocarbonetos, os achados contribuem para o avanço dos estudos cicloestratigráficos em bacias exploratórias, podendo ser aplicados para fins de correlação cronoestratigráfica. Palavras Chave: Ciclos de Milankovitch; Escala de Tempo Astronômica; Depósitos Fluviais; Bacias Exploratórias; Margem equatorial brasileira.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }