@MASTERSTHESIS{ 2025:1382475956, title = {“ANÁLISE DE LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA EM REGIÕES EQUATORIAIS DURANTE A TEMPESTADE GEOMAGNÉTICA DE 10-11 DE MAIO DE 2024}, year = {2025}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/198", abstract = "Resumo ANÁLISE DE LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, EM REGIÕES EQUATORIAIS, DURANTE A TEMPESTADE GEOMAGNÉTICA DE 10–11 DE MAIO DE 2024 Éfren Mota de Souza Outubro/2025 As correntes induzidas geomagneticamente (GICs) representam um risco crescente à integridade de sistemas elétricos, especialmente das linhas de transmissão de energia (LTs). Geradas por variações rápidas do campo geomagnético, essas correntes podem penetrar nas redes por meio de pontos neutros aterrados dos transformadores de subestações. Este estudo investiga a relação entre parâmetros elétricos de duas LTs no norte do Brasil, próximas ao equador magnético, e parâmetros magnéticos de observatórios próximos durante a severa tempestade geomagnética de 10–11 de maio de 2024. Adicionalmente, uma análise comparativa, restrita apenas ao procedimento estatístico, foi realizada durante um período geomagneticamente moderado, no dia 24 de março de 2024. Foram analisados dados de corrente e voltagem das LTs, e registros (componente H) magnéticos dos observatórios de Tatuoca (TTB), Kourou (KOU) e São Luís (SLZ), com ênfase na influência do Eletrojato Equatorial (EEJ). A derivada temporal da componente horizontal (dH/dt) foi usada como indicador da intensidade das perturbações geomagnéticas para indução de GICs, e a correlação de Pearson quantificou as relações entre variáveis elétricas e magnéticas. Os resultados revelaram picos de dH/dt superiores a 60 nT/min em TTB e SLZ, especialmente no início súbito da tempestade (17:05 UTC), associado à chegada de uma ejeção de massa coronal (Coronal Mass Ejection, CME). KOU, por ser o observatório mais afastado do EEJ, exibiu o menor pico entre todos. Observou-se um aumento de dH/dt com a proximidade ao equador magnético, evidenciando o papel do EEJ. Um valor limiar para riscos de indução de GICs, de 30 nT/min, foi ultrapassado em mais de uma oportunidade em todos os observatórios magnéticos ao longo do período analisado. As correlações foram fortes a muito fortes (r > |0.80|) durante as fases inicial e principal, e mais fracas e moderadas na fase de recuperação (|0.39| ≤ r ≤ |0.55|), indicando padrões de acordo com a fase da tempestade. A comparação com o período moderado (24 de março de 2024) indicou padrões semelhantes de r entre corrente e componente H ao da fase inicial e principal da tempestade de 10–11 de maio (r < -0.91), mas correlações fracas entre componente H e voltagem, assim como uma inversão na sua direção (-0.10 ≤ r ≤ -0.16). Os resultados, ainda que preliminares, ressaltam a importância dos fatores regionais na avaliação dos riscos de GICs e demonstram o potencial da integração entre dados elétricos brutos de LTs e observações geomagnéticas para estratégias preventivas em sistemas de energia.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }