@PHDTHESIS{ 2021:760408330, title = {THE NEOPROTEROZOIC-EARLY PALEOZOIC TECTONIC EVOLUTION OF THE NORTHEAST OF BRAZIL: AN INTEGRATED GEOLOGICAL-GEOPHYSICAL ANALYSIS OF THE PRE-SILUIAN BASEMENT OF PARNAÍBA BASIN}, year = {2021}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/186", abstract = "EVOLUÇÃO TECTÔNICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL DURANTE O NEOPROTEROZOICO ATÉ O PALEOZÓICO INFERIOR: UMA ANÁLISE GEOLÓGICA E GEOFÍSICA INTEGRADA DO EMBASAMENTO PRÉ-SILURIANO DA BACIA DO PARNAÍBA. As sequências sedimentares fanerozóicas da Bacia do Parnaíba (BP) recobrem pelo menos 600.000 km2 da região nordeste brasileira. Uma discordância regional pré-Siluriana marca a base erosiva desta bacia, truncando indistintivamente unidades geotectônicas do embasamento, importantes para o entendimento da evolução Neoproterozóica da região oeste to paleocontinente Gondwana (OG). A BP também preserva um dos maiores registros da sedimentação Ordovicio-Siluriana do OG, representado pelo Grupo Serra Grande. Uma análise comparativa de dados geofísicos e geológicos é apresentada aqui, embasando uma nova proposição para o arcabouço tectônico do embasamento pré-Siluriano da BP, bem como apresentando novas idéias relacionadas ao controle tectono-estratigráfico da bacia durante o Paleozóico Inferior. Utilizando interpretações sísmicas integradas a modelagens gravitacionais diretas e a um mapa atualizado da profundidade da Moho, além de dados de poços e da compilação de recentes estudos geofísicos na área, foi possível identificar dois blocos do embasamento sob a porção central da bacia. Eles representam blocos pre-Brasilianos, circunscritos por faixas móveis Brasilianas e assinalados a dois blocos crustais maiores que compuseram a porção oeste do paleocontinente Gondwana. O bloco Grajaú, a oeste, pertence ao bloco Amazônico-Oeste Africano e é caracterizado por uma baixa anomalia gravimétrica, crosta espessa (41-45 km), padrão sísmico transparente do embasamento, onde uma anomalia de alta velocidade é observada na crosta inferior. O bloco Teresina, a leste, pertence ao bloco Central Africano e é caracterizado por uma crosta mais afinada (39-41 km), valores maiores de anomalia gravimétrica e pela presença de uma reflexão na crosta intermediária (MCR), observada em sete linhas sísmicas e aqui interpretada como uma zona de paleosutura remanescente preservada entre ambos os blocos. Ao longo de um perfil símico e gravimétrico de direção NE-SO e 500 km de comprimento, foi possivel interpretar o MCR associado a falhas de empurrões de escalas crustais, com vergências para oeste, definindo assim a faixa móvel Barra do Corda, formada através do fechamento do oceano Goiás, que separava os blocos Grajaú e Teresina. Esta faixa móvel limita e deforma a borda leste da bacia Ediacarana do Riachão (RB), do tipo foreland e observada sob a porção sudoeste da BP. A borda oeste da Bacia do Riachão, por sua vez, é limitada por falhas de empurrão com vergência para leste, interpretadas como uma zona de retro-empurrão associada ao prolongamento a leste da Faixa Araguaia sob a BP, onde também se observa um afinamento crustal (~36 km). O limite entre o bloco Teresina e a Província Borborema é dado pela zona de falhas do Transbrasiliano (TBFZ), com orientação NE-SO, e ao logo da qual ocorrem milonitos Neoproterozóicos amostrados em poços, e um sistema de estreitas bacias to tipo “pull-apart” interpretadas no dado sísmico e possivelmente formadas durante o Cambro-Ordoviciano. Dados de campo da porção NE da bacia descrevem conglomerados típicos de leques aluviais em borda de falha compondo a sequência basal da BP (Formação Ipu; Ordovicio-Siluriano). Como também sugerido no dado sísmico, esses depósitos foram possivelmente formados por reativações tectônicas da TBFZ. Finalmente, mapas de isópacas das sequências Paleozóicas da BP indicam a importância da configuração de seu embasamento para sua evolução tectôno-estratigráfica. Seu depocentro durante o Paleozóico até o início do Mesozóico estava localizado sobre o bloco Teresina, enquanto que durante o Mesozóico, migra para oeste, sobre o bloco Grajaú.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }