@MASTERSTHESIS{ 2022:690446482, title = {INTERPRETAÇÃO MAGNETOTELÚRICA TRIDIMENSIONAL DA PORÇÃO ONSHORE DA BACIA DO ESPÍRITO SANTO E DE SUA ZONA CRISTALINA ADJACENTE (ORÓGENO ARAÇUAÍ) ASSOCIADA A DADOS GRAVIMÉTRICOS E MAGNETOMÉTRICOS}, year = {2022}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/177", abstract = "A Bacia do Espírito Santo, uma das bacias sedimentares brasileiras de margem passiva, está inserida no contexto do Orógeno Araçuaí - que compõe seu embasamento pré-cambriano. Diversos estudos geofísicos e geológicos foram realizados na região para variados fins. Entre eles, mostra-se válido destacar o estudo feito por COSTA (2005) que utilizou dados magnetotelúricos e eletromagnéticos transientes, adquiridos entre nos anos de 2001 e 2002 por equipes do Observatório Nacional, ao longo de um perfil de direção aproximada W-E na porção terrestre da Bacia do Espírito Santo, para geração de modelos geoelétricos utilizando uma metodologia de inversão magnetotelúrica bidimensional. Os dados magnetotelúricos banda larga adquiridos ao longo desse perfil são os mesmos que foram utilizados neste trabalho. As funções de transferência usadas pelo método magnetotelúrico foram obtidas utilizando a técnica robusta desenvolvida por EGBERT e BOOKER (1986), através das rotinas desenvolvidas por Marcelo Banik (INPE). Devido a problemas no processamento da banda TS1 de algumas estações, foi utilizado o programa WinGLink. Posteriormente, a análise da dimensionalidade dos dados foi realizada, utilizando os invariantes de WAL e o tensor de fase. Essas técnicas indicaram que os dados são de natureza essencialmente tridimensional, revelando a necessidade de aplicação de uma abordagem de inversão tridimensional para a interpretação. A inversão 3D foi realizada com o código ModEM, na versão paralelizada, que executa a minimização da função objetivo através do gradiente conjugado não linear. Diversas inversões foram realizadas para uma melhor definição do modelo geofísico de resistividade. Para o resultado selecionado, foi definida uma malha de resistividade inicial no valor de 100 ohm m. Como os dados estão situados próximos à costa, para considerar um modelo mais realista, a batimetria foi incorporada na inversão como informação a priori e uma resistividade de 0.3 ohm m foi definida para o oceano. Inversões foram realizadas com o uso: do Tensor de Impedância; da Função de Transferência Magnética - Tipper; em conjunto do Tipper e do Tensor de Impedância. O resultado selecionado para interpretação foi obtido através dos dados invertidos pelo tensor de impedância. A convergência do modelo foi obtida após 69 iterações e apresentou um ajuste geral satisfatório (nRMS = 1.68). A presença de diversas anomalias condutivas e resistivas em subsuperfície foi verificada no modelo selecionado, sendo possível identificar uma coerência entre o que se esperaria para uma zona pré-cambriana mais resistiva e uma zona sedimentar mais condutiva. Essas anomalias foram interpretadas em associação com informações geológicas, dados potenciais (gravimétricos e magnetométricos) e dados de poços. Foi possível delimitar o embasamento da bacia a partir do modelo gerado, em coerência com dados de poços existentes na região de estudo. Além disso, também foi possível mapear três fortes condutores crustais nesse terreno pré-cambriano, que provavelmente estão relacionados a circulações recentes de fluidos salinos, correlatas aos eventos originários do banco de Abrolhos, da Cadeia de Vitória-Trindade e de províncias magmáticas onshore. Os dados potenciais da região foram correlacionados de maneira qualitativa com modelo geoelétrico e as estruturas geológicas observadas na região. Foi possível realizar uma associação entre sistemas de falhas e litologias identificadas, a partir do conhecimento geológico prévio, com as anomalias potenciais e o modelo de resistividade. Por fim, foi verificado que o modelo tridimensional selecionado permitiu ampliar a compreensão sobre a complexa estrutura regional da área em escala crustal. Ainda assim, nota-se uma coerência com o modelo obtido com a inversão bidimensional apresentada na pesquisa de COSTA (2005). Pode-se concluir que a interpretação do modelo de resistividade mostra que a inversão magnetotelúrica tridimensional é uma ferramenta adequada para o imageamento da crosta, uma vez que o modelo apresentou boa consistência com a geologia da região e com os resultados obtidos a partir de outras metodologias.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }