@PHDTHESIS{ 2024:1858953638, title = {CARACTERIZAÇÃO DE RESERVATÓRIOS ÍGNEOS NA BACIA DE SANTOS ATRAVÉS DOS MÉTODOS GEOTÉRMICOS, SÍSMICOS E DE PERFILAGEM}, year = {2024}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/167", abstract = "A Bacia de Santos é a maior produtora de hidrocarbonetos do Brasil e passou, ao longo de sua história geológica, por quatro eventos magmáticos de grande magnitude, três decorreram do Cretáceo e um do Eoceno, são eles: (i) Valanginiano-Hauteriviano, relacionado à fase rift (135,5 ± 0,7 Ma); (ii) Aptiano, na fase pós-rift (114,3 ± 1,1 Ma); (iii) Santoniano-Campaniano, relacionado à fase drift (83,3 ± 0,66 Ma a 72,4 ± 4,9 Ma); (iv) Eoceno, também na fase drift (49,9 ± 0,45 Ma). Deste modo, corpos ígneos podem ser observados no pré-, intra- e pós-sal. O propósito deste projeto foi identificar e descrever os potenciais reservatórios ígneos, principalmente vulcânicos, com a capacidade de armazenar óleo e gás na Bacia de Santos. Isso foi realizado por meio de uma abordagem multigeofísica que integrou dados geotérmicos, sísmicos e de perfilagem geofísica. Com objetivos específicos de analisar variações nas propriedades físicas, tanto na superfície, quanto na subsuperfície, este estudo investigou como o magmatismo não apenas influencia termicamente o ambiente - como evidenciado pelo método geotérmico - mas também como afeta outras propriedades físicas observadas tanto na sísmica quanto em poços. A base de dados é constituída por poços e linhas sísmicas requisitados à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Adicionalmente foram solicitados dados geotérmicos ao Laboratório de Geotermia do Observatório Nacional (LabGeotON) e informações sobre as medições de temperatura de fundo marinho à Marinha do Brasil. A combinação das interpretações dos resultados dos métodos geotérmico, sísmico e de perfilagem revelou quatro (4) áreas de anomalias de gradiente geotérmico e cinco (5) áreas de anomalias de fluxo de calor na Bacia de Santos. Essas descobertas foram confirmadas nas camadas subsuperficiais por meio de cálculos de temperaturas crustais e foram corroboradas pelas sismofácies derivadas das seções sísmicas. As possíveis origens dessas anomalias abrangem desde espessas camadas de evaporitos até depósitos magmáticos. Diversos corpos ígneos, tanto intrusivos quanto extrusivos, foram interpretados, juntamente com diferentes sismofácies e geometrias de soleiras, diques, condutos/tubulações, crateras, vulcões, complexos intrusivos e extrusivos, aberturas/condutas, chaminés, fluxos de lavas, entre outros. Apesar da predominância de rochas ígneas básicas, também foram observadas ocorrências de rochas ígneas intermediárias e ultrabásicas. Isso sugere uma diversidade na composição dos magmas, indicando condições variáveis de pressão, temperatura e composição química ao longo do processo magmático. Entre as zonas de interesse delimitadas nos perfis geofísicos de poços, observa-se que potenciais reservatórios promissores podem ser encontrados no embasamento econômico da Formação Camboriú, em corpos intrusivos fraturados, na base de tufos vulcânicos e no topo de derrames vulcânicos com regiões mais vesiculadas. As zonas de interesse compreendem trechos combinados de altos valores no perfil de resistividade, altos a médios valores no perfil sônico, baixa densidade e neutrão. Em contrapartida, trechos com preenchimento das vesículas por argilominerais e calcitas representam um obstáculo para o desenvolvimento de um bom sistema permo-poroso destes reservatórios. A integração dos métodos para a caracterização de rochas ígneas e a avaliação do potencial de reservatórios de óleo e gás demonstrou ser bastante eficaz na identificação dos elementos estruturais e propriedades físicas, contribuindo significativamente para a compreensão e exploração mais precisa desses recursos. No geral, essas estratégias fortalecem a abordagem integrada do projeto, mostrando uma combinação de técnicas geofísicas para uma análise abrangente das rochas ígneas e seus potenciais impactos na exploração de recursos naturais.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }