@MASTERSTHESIS{ 2020:1770762898, title = {EXPLORING VARIABILITY OF TIPPERS AT COASTAL AND ISLAND OBSERVATORIES DUE TO TEMPORAL VARIATIONS OF OCEANIC ELECTRICAL CONDUCTIVITY}, year = {2020}, url = "http://localhost:8080/tede/handle/tede/127", abstract = "O campo geomagnético registrado em observatórios magnéticos contém informações tanto de componentes indutoras (externas) quanto induzidas (internas). Este tipo de dado é tradicionalmente utilizado para investigar a condutividade elétrica do manto terrestre. Além disso, estudos recentes mostraram que tippers calculados usando medidas de curto período feitas em observatórios em ilhas são sensíveis à condutividade elétrica da litosfera oceânica e do manto superior. Estes se devem a contrastes de condutividade entre rochas resistivas continentais e a água oceânica condutiva. As componentes dos tippers também apresentam variações pequenas, porém sistemáticas, que acredita-se serem devidas a variações dos campos magnéticos externos. Levando em consideração ambos fenômenos, neste estudo eu fiz uma mudelagem numéria do efeito de condutividade elétrica oceânica em tippers estimados em observatórios magnéticos localizados em ilhas. Eu modelei a parte dos tippers que se deve a variações de condutividade oceânica em profundidade. Além disso, modelei tippers usando variações temporais de condutividade oceânica para analisar se estas explicam parte das variações temporais observadas em estudos prévios. Eu criei modelos de condutividade tridimensionais (3-D) discretizando dados de batimetria oriundos de modelos globais. Os modelos condutivos são construídos incorporando valores realísticos de condutividade oceânica, calculados a partir de modelos globais de temperatura e salinidade. Para incorporar efeitos condutivos tridimensionais (3-D) ao longo das linhas de costa, eu modelei os campos eletromagnéticos utilizando um código cartesiano baseado no método de equações integrais. Eu defini o efeito oceânico indutivo (OIE) pela diferença entre tippers calculados a partir de modelos com condutividade elétrica variando em profundidade e com condutividade elétrica oceânica constante (conforme feito em estudos anteriores). Eu também investiguei as variações sazonais das componentes de tippers calculadas utilizando medidas experimentais de uma distribuição global de observatórios magnéticos pertencentes ao INTERMAGNET. Os resultados da etapa de modelagem deste estudo mostram que as diferenças nos tippers devido a variações de condutividade em profundidade são observadas em parte dos observatórios magnéticos localizados em latitudes baixas e médias, regiões com elevada condutividade elétrica oceânica. A amplitude deste efeito e os períodos em que ele é observado variam dependendo da condutividade elétrica e batimetria da região de observações. Entretanto, temporalmente estas variações de condutividade têm um efeito desprezível na variabilidade temporal das componentes dos tippers. Além disso, em geral tippers calculados a partir de modelos com variações realísticas de condutividade elétrica oceânica reproduzem as observações de forma mais precisa do que aqueles calculados utilizando valores constantes de condutividade. Desta maneira, recomenda-se incorporar a condutividade elética dos oceanos de forma precisa ao modelar tippers em regiões oceânica, caso hajam dados disponíveis e confiáveis. A parte experimental desta dissertação foi o primeiro estudo a analizar variações sazonais de tippers em baixas latitudes e regiões equatoriais. Eu calculei tippers experimentais a partir de dados geomagnéticos utilizando um método robusto. Para incorporar efeitos sazonais, as variabilidades correspondentes foram agrupadas nas Estações Lloyd. Para a componente norte dos tippers, variações sazonais têm implicações para inversões de dados eletromagnéticos (EM) apenas em latitudes maiores do que 35o e para períodos maiores do que 1200 segundos. Além disso, nestas regiões existem grandes diferenças de amplitude entre componentes dos tippers medidas durante os solstícios de Dezembro e Junho que precisam ser levadas em consideração ao comparar tippers medidos em estações diferentes. Para a parte real da componente leste, variações sazonais podem ser relevantes para inversões de dados EM em um intervalo de latitudes maior, de 35o até 60o, e para períodos maiores do que 2400 segundos. Para a parte leste da componente imaginária, modulações sazonais são observadas em todas as latitudes em 2400 segundos, mas elas têm efeitos desprezíveis para estudos EM. Para ambas as componentes, variações de tippers medidas durante os equinócios são desprezíveis. Assim, medir tipeprs durante esta estação pode ser eficaz para minimizar efeitos sazonais nas regiões supracitadas. Desta maneira, os resultados de ambas as partes deste estudo evidenciam a necessidade de se considerar efeitos geomagnéticos anômalos, sejam eles oriundos dos oceanos ou de fatores externos, ao modelar e inverter tippers.", publisher = {Observatorio Nacional}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Geofísica}, note = {Divisão de Programas de Pós-Graduação - DIPPG} }